quarta-feira, 25 de março de 2009

In Bruges

02.01.2009

No dia 2 de janeiro fomos até a segunda cidade mais famosa da Bélgica, Bruges.

Na noite anterior assistimos um filme chamado In Bruges (a tradução em português maravilhosa - Na mira do chefe). (Aqui está o trailer) O filme se passa (obviamente) em Bruges - sobre dois assassinos que estão escondidos lá por um tempo. Um deles passa o filme inteiro falando mal da cidade (porque realmente é um lugar pequeno e turístico) e tal mas o filme é bem interessante. Recomendo :)

Enfim, foi uma experiência legal visitar a cidade e ver os pontos que havíamos visto no filme. Pois bem, como já se passaram quase 4 meses, vou dar apenas uma pequena explicação das fotos - porque não lembro de detalhes para poder escrever.


Chegamos na estação e eu vi o maior estacionamento de bicicletas que já havia visto - maior que os da Suíça.

Depois de algumas olhadas no mapa (e poses para fotos fingindo que estamos olhando no mapa) chegamos na Beguinage. As Beguinage, construções bastante presentes na Bélgica e na Holanda, eram casas cercadas por muros onde pessoas religiosas moravam.


Mais tarde, um passeio no Groeninge Museum e pelo centro da cidade com o guia Corentin.







E uma parada para uma loja de souvenir - a qual basicamente só tinha cervejas. Eu não sabia, mas aparentemente a Bélgica é famosa por suas cervejas e tem muitos muitos muitos tipos.


No final do dia, uma foto com a placa da estação de trem. Uma moça tirou a foto para nós - mas foi indo tão para trás para conseguir tirar e o trem estava vindo que fiquei com medo que ela ia... bem. Por isso a cara de apavorada olhando para o trem que estava chegando :)

Ao chegar na casa do Corentin, Tatiana e eu cozinhamos para a família deles como uma forma de agradecimento pela hospedagem - ela uma sopa russa e eu (pra variar) carreteiro. A mãe dele pediu a receita, então devem ter gostado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Bélgica - O início de um novo ano

01.01.09

A virada de ano na Bélgica foi um pouco diferente da que eu normalmente tenho no Brasil. Nada de praia, roupas brancas, calor ou fogos de artifício.

Ao invés disso, fomos na casa de um amigo do Corentin, comemos Raclette (uma das comidas que eu mais adorava na Suíça), assistimos aos outros se embebedarem e nem saímos à meia-noite para ver os fogos de artifício.

Foi até que divertido, mas não especial.

No outro dia acordamos tarde e saímos para uma caminhada nos arredores de Ottignies - a cidade onde o Corentin mora.

Caminhamos até ficar escuro, seguimos o mapa e ouvimos canções escoteiras em francês. (O Corentin é chefe escoteiro na Bélgica) Foi um dia que compensou totalmente a falta de algo especial na comemoração de virada de ano...





Bélgica - Leuven


31.12.2008


Leuven, o último dia do ano, o frio, o Fonske (a "fonte da sabedoria"), a Beguinage e o lago congelado.


terça-feira, 3 de março de 2009

Bélgica - A Chegada

30.12.2009

A decisão de ir para a Bélgica foi totalmente repentina. Era o último dia de trabalho do ano no bab.la e eu conversava com a Tatiana (da Rússia) e com o Corentin (da Bélgica) sobre os nossos planos - ou a falta deles - para a virada de ano.

No dia seguinte eu partiria para a Suíça para o Natal com minha família hospedeira. Pensava que passaria um ano-novo tranquilo (e meio em branco) em Hamburgo - e já tinha aceitado a situação.

Então o Corentin diz: ah, se vocês quiserem podem vir passar o ano-novo na Bélgica comigo. Dois olhares, uma troca rápida de palavras e estávamos comprando as passagens na Internet.

Foi assim, uma decisão repentina, da qual não me arrependo nem um segundo. Minha primeira viagem sem grandes planos, e lá fomos nós.

A ida em si foi uma aventura - daquele tipo que dá um alivio quando termina e que manda adrenalina por cada centímetro do corpo.

Tatiana e eu viajaríamos sozinhas, pois o Corentin já estava na sua casa na Bélgica. Cheguei na estação de trem. Esperei, esperei, esperei. Não podia telefonar pra Tatiana porque estava sem dinheiro no celular. Esperei. Até que chega uma mensagem: vou me atrasar, me encontre na plataforma. Ai. Até aí tudo certo, o trem estava atrasado e ela chegou em tempo.

Estávamos sentadas confortavelmente (e digo isso no sentido verdadeiro da palavra, as cabines nos trens são muito boas) no trem quando veio o senhor que controla as passagens. Eles sempre me deixam um pouco nervosa, mesmo sabendo que eu sempre tenho a passagem correta, ok. Ou não.

Entregamos nossos tickets e eles nos lança um olhar branco: "ok, onde estão as passagens?" "É isso que nós temos!". "Isso não são passagens válidas". "Mas foi isso que tinha pra imprimir quando compramos as passagens!". Pânico. Ai.

Depois de muita conversa e muitas ligações, o amigável senhor aceitou que nós tinhamos sim as passagens. Mas avisou que teríamos que encontrar um jeito de imprimir a parte correta na nossa parada em Köln/Colônia. Sem problemas, tínhamos uma hora por lá.

Ficamos quase 30 min na fila no lugar onde se compra os tickets - somente para quando fomos atendidas receber um "desculpe, nós não temos nada a ver com o que é vendido pela Internet, não podemos imprimir suas passagens".

Aí começou a jornada de correr pelos arredores da estação para procurar uma Lan House. Achamos um lugar com computadores - um bar/cassino com cheiro de cigarro e homens bêbados. Depois de alguns minutos tentando vimos que a impressora não funcionava. Muito bem, saimos correndo mais uma vez, encontramos um lugar, imprimimos as passagens e UFA. Ainda tinhamos 15 minutos para chegar calmamente ao trem, com as passagens certas em mãos. Dava tempo de tirar fotos com a Catedral de Colônia (Kölner Dom), que fica logo ao lado da estação de trem.


Ali estava a Tatiana, feliz com nossas passagens em mãos. Caminhamos calmamente até a estação e quando estávamos quase chegando no trem algo me fez parar. "Minha mochila". Isso aí. Pra deixar tudo mais interessante, tinha esquecido minha mochila em algum lugar.

Saí mais uma vez correndo pelas ruas, pelos lugares onde tínhamos passado, para encontrar minha mochila no bar/cassino fedorento. Ao menos ainda estava lá. Mais corrida, corrida, corrida e chegamos ao trem. Ufa.

Acima, as escadarias da Catedral e eu feliz com minha bolsa e sem minha mochila. (Repare na moça com cabelo fashion ao meu lado).

Chegamos a Bruxelas enfim. Tinhamos que esperar um pouco ainda na estação até que o Corentin viesse, então coloquei à prova as minhas (não) habilidades de falar francês e pedi um café. Fiquei feliz com minha conquista.

Quando o Corentin chegou fomos conhecer um pouco de Bruxelas. E claro, comer o prato nacional da Bélgica: batata frita. Entre os pratos típicos da Bélgica estão o chocolate, os Waffels, o mexilhão e as frites.


Um pouco de passeio pela cidade então e vimos uma estátua (cujo nome não consigo lembrar), que deve dar sorte quando encosta. (Note que tem umas partes que estão muito mais "lustradas/tocadas que as outras)

Passamos pela praça principal - cujos detalhes escreverei em outro texto - e fomos até a parte mais famosa de Bruxelas: o Manneken Pis. Já sabia que não deveria esperar muito do seu tamanho, mas como todos os outros muitos turistas que estavam por ali não pude deixar de me decepcionar. Como o monumento mais famoso de um país pode ser uma estátua de 50cm de um menino (desculpem) mijando?

Foi legal a emoção de estar ali, mas a estátua não é nada de mais e foi o menos empolgante da viagem toda.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Suíça: o mais perfeito déjà-vu - parte 2


Antes de chegar para visitar a Suíça, pensava em viajar por lá. Afinal, seria quase uma semana. Poderia rever os lugares que sentia falta e ainda visitar algumas coisas famosas que não conheci quando estive lá (leia-se Matterhorn).

Pois bem, eu não recordava que na verdade o lugar onde morava era Hessigkofen: uma vila com 200 habitantes no meio do... campo. Em minha (cof cof) juventude quando estive por lá ia de bicicleta para a estação de trem, 7km adiante da minha casa. Não sei se é a idade que chegou ou só a época que escolhi ir, mas foi quase impossível colocar os pés para fora de casa por causa do frio. A minha única tentativa de andar de bicicleta por Hessigkofen resultou em bochechas congeladas (a única parte desprotegida do meu corpo) e dor no nariz por causa do cheiro de estrume que eu não lembrava que tinha por lá.

Eu poderia ir para a estação com o ônibus - não fosse o fato de que eram férias escolares e os ônibus não funcionam durante esse período.

Minha estada na Suíça, portanto, muito longe de ser para turismo, serviu para relaxar, ler, ler, ler, dormir, comer comida deliciosa feita em casa e aproveitar o tempo com a família. Reli os livros que havia deixado lá - eles guardaram a caixinha com as minhas coisas - e eles pareceram tão bons agora quanto nas últimas 3 vezes que os li. Mas claro, não foi somente isso. Viajei um pouco. Bom.. quase.

Passei uma tarde em Solothurn, a cidade na qual havia estudado. Só o ar de lá já me emocionou. A estação de trem meio suja, o vento cortanto meu rosto, os mesmos músicos de 3 anos atrás, a catedral imponente, a iluminação de Natal... tudo pareceu tão perfeito quanto antigamente.

Visitei Bern também, a capital suíça onde tive curso de alemão por um mês e a qual eu visitava às vezes quando não tinha energia (ou saco) de ir para a escola. Passeei um pouco. Fiquei triste por não conseguir mais lembrar do caminho para os meus lugares favoritos - mas feliz por perceber que quase nada mudou. A estação de trem continua a mesma, o mesmo cheiro - quem sabe até as mesmas pessoas. A enorme livraria na qual passei tantas tardes sonhando, o rio, a torre da igreja. Conheci uma coisa nova dessa vez: o museu do Einstein. Me arrependia de não tê-lo visitado quando morei por lá - mas dessa vez me arrependi de ter pago para entrar. Legal e tudo mais, mas totalmente abaixo das minhas expectativas.


Mas enfim, por que considerar a Suíça um déjà-vu?
Aqui vai a resposta:

Solothurn 2006:


Solothurn 2008:


Vista para o centro de Solothurn 2005:


Vista para o centro de Solothurn 2008:


Decoração de Natal em 2005:


Decoração de Natal em 2008:


Anoitecer no inverno de 2005:


Anoitecer no inverno de 2008 com uma foto borrada:


Nossa casa em 2005:


Nossa ex-casa em 2008:


Annegret, a Grossmutter e eu arrumando o pinheiro de Natal em 2005:


Hanni arrumando o pinheiro de Natal em 2008: (ela não queria que eu tirasse a foto)


A família Marti e eu em 2005:


A família Marti e eu (encolhida porque sou maior que todos eles) em 2008:


Hannah, Leo e eu em 2006:


Hannah, Leo e eu em 2008: (infelizmente sem Paris no fundo)


Dessa vez não tivemos neve no Natal; a cadela da família morreu, os cavalos também. A Hannah está de namorado.


Por incrível que possa parecer, muita coisa mudou sim. Ou talvez o que tenha mudado foi o meu jeito de vê-las. Seja como for, fico feliz de ter sido muito bem recebida pelos Marti e de perceber que sou importante para eles. Essa família fez parte de um ano de muito amadurecimento e mudanças na minha vida - agora percebo que também mudei algo na vida deles.

Para quem quiser ler um pouco sobre a minha experiência na Suíça... Suíça - Pequeno país, Grande experiência

E só porque estava revendo as fotos e achei isso curioso... Uma foto de quando eu estava na Suíça com cara de 13 anos (eu tinha 17)