terça-feira, 3 de março de 2009

Bélgica - A Chegada

30.12.2009

A decisão de ir para a Bélgica foi totalmente repentina. Era o último dia de trabalho do ano no bab.la e eu conversava com a Tatiana (da Rússia) e com o Corentin (da Bélgica) sobre os nossos planos - ou a falta deles - para a virada de ano.

No dia seguinte eu partiria para a Suíça para o Natal com minha família hospedeira. Pensava que passaria um ano-novo tranquilo (e meio em branco) em Hamburgo - e já tinha aceitado a situação.

Então o Corentin diz: ah, se vocês quiserem podem vir passar o ano-novo na Bélgica comigo. Dois olhares, uma troca rápida de palavras e estávamos comprando as passagens na Internet.

Foi assim, uma decisão repentina, da qual não me arrependo nem um segundo. Minha primeira viagem sem grandes planos, e lá fomos nós.

A ida em si foi uma aventura - daquele tipo que dá um alivio quando termina e que manda adrenalina por cada centímetro do corpo.

Tatiana e eu viajaríamos sozinhas, pois o Corentin já estava na sua casa na Bélgica. Cheguei na estação de trem. Esperei, esperei, esperei. Não podia telefonar pra Tatiana porque estava sem dinheiro no celular. Esperei. Até que chega uma mensagem: vou me atrasar, me encontre na plataforma. Ai. Até aí tudo certo, o trem estava atrasado e ela chegou em tempo.

Estávamos sentadas confortavelmente (e digo isso no sentido verdadeiro da palavra, as cabines nos trens são muito boas) no trem quando veio o senhor que controla as passagens. Eles sempre me deixam um pouco nervosa, mesmo sabendo que eu sempre tenho a passagem correta, ok. Ou não.

Entregamos nossos tickets e eles nos lança um olhar branco: "ok, onde estão as passagens?" "É isso que nós temos!". "Isso não são passagens válidas". "Mas foi isso que tinha pra imprimir quando compramos as passagens!". Pânico. Ai.

Depois de muita conversa e muitas ligações, o amigável senhor aceitou que nós tinhamos sim as passagens. Mas avisou que teríamos que encontrar um jeito de imprimir a parte correta na nossa parada em Köln/Colônia. Sem problemas, tínhamos uma hora por lá.

Ficamos quase 30 min na fila no lugar onde se compra os tickets - somente para quando fomos atendidas receber um "desculpe, nós não temos nada a ver com o que é vendido pela Internet, não podemos imprimir suas passagens".

Aí começou a jornada de correr pelos arredores da estação para procurar uma Lan House. Achamos um lugar com computadores - um bar/cassino com cheiro de cigarro e homens bêbados. Depois de alguns minutos tentando vimos que a impressora não funcionava. Muito bem, saimos correndo mais uma vez, encontramos um lugar, imprimimos as passagens e UFA. Ainda tinhamos 15 minutos para chegar calmamente ao trem, com as passagens certas em mãos. Dava tempo de tirar fotos com a Catedral de Colônia (Kölner Dom), que fica logo ao lado da estação de trem.


Ali estava a Tatiana, feliz com nossas passagens em mãos. Caminhamos calmamente até a estação e quando estávamos quase chegando no trem algo me fez parar. "Minha mochila". Isso aí. Pra deixar tudo mais interessante, tinha esquecido minha mochila em algum lugar.

Saí mais uma vez correndo pelas ruas, pelos lugares onde tínhamos passado, para encontrar minha mochila no bar/cassino fedorento. Ao menos ainda estava lá. Mais corrida, corrida, corrida e chegamos ao trem. Ufa.

Acima, as escadarias da Catedral e eu feliz com minha bolsa e sem minha mochila. (Repare na moça com cabelo fashion ao meu lado).

Chegamos a Bruxelas enfim. Tinhamos que esperar um pouco ainda na estação até que o Corentin viesse, então coloquei à prova as minhas (não) habilidades de falar francês e pedi um café. Fiquei feliz com minha conquista.

Quando o Corentin chegou fomos conhecer um pouco de Bruxelas. E claro, comer o prato nacional da Bélgica: batata frita. Entre os pratos típicos da Bélgica estão o chocolate, os Waffels, o mexilhão e as frites.


Um pouco de passeio pela cidade então e vimos uma estátua (cujo nome não consigo lembrar), que deve dar sorte quando encosta. (Note que tem umas partes que estão muito mais "lustradas/tocadas que as outras)

Passamos pela praça principal - cujos detalhes escreverei em outro texto - e fomos até a parte mais famosa de Bruxelas: o Manneken Pis. Já sabia que não deveria esperar muito do seu tamanho, mas como todos os outros muitos turistas que estavam por ali não pude deixar de me decepcionar. Como o monumento mais famoso de um país pode ser uma estátua de 50cm de um menino (desculpem) mijando?

Foi legal a emoção de estar ali, mas a estátua não é nada de mais e foi o menos empolgante da viagem toda.

3 comentários:

Jonatan K. Schneider disse...

Sem dúvida este parece ter sido o começo de viagem mais estranho que eu li em alguns tempos. =***

Kely disse...

Oiiee!!

Mas que aventura hein!

muito legal, continua escrevendo...

Bjao

Fabio disse...

Oi legal a aventura.....adrenalina esquenta! hehehe
mas me diz uma coisa....como foi a passagem de ano....vc estava em bruxelas, valeu a pena???
abs