quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Chegada, Reeperbahn e Hamburger Dom


O vôo para Hamburgo foi bem curto - dessa vez não deu tempo de sermos servidos de muita coisa pela Lufthansa. Logo na decolagem pude ver muitos lugares com neve, o que foi muito legal.
Ao chegar no aeroporto de Hamburg eu, com minhas malas muito pesadas na mão - para pegar um carrinho precisava colocar uma moeda (coisa de europeu) e eu não tinha - fiquei procurando o pessoal da Aiesec. E nada.
Bateu um medinho, até que vi alguem com uma coisa meio azul e branca enrolada na mão.
- Aiesec?
- Jaaa!!! Bist du Victoria? (Tu és a Victoria?)(sempre pronunciam errado meu nome)
E quando fui ver, era um povo que estava lá no aeroporto.

Muito receptivos e animados! Todos me abraçaram e falaram seus nomes (eu, obviamente, não decorei nenhum), e conversaram comigo tudo em alemão. O que foi ok, já que eu entendi tipo uns 70% do que eles estavam falando. Até que fiquei orgulhosa...


Eles me entregaram o meu Welcome Package, que seria um kit de boas vindas. Ele incluia um Fränzbrotchen (tipo de um pão doce), uma cerveja, um creme para banho (não identifiquei se é sabonete ou creme para banho mesmo...) e um Adventskalendar. Isso é um calendário muito típico da época de Advento... Ele consiste em vários pacotinhos, com um nome em cada. Eu devo abrir o pacote do dia correspondente em que estamos.
Dentro deles, pelo que pude perceber, tem doces e algumas coisas assim. Até agora ganhei um Haribo (aquelas balinhas de ursinho alemãs) e um chocolate.


Depois de alguns (vários) comentários sobre quanta bagagem eu tinha trazido - de alguma forma eu não consegui diminuir e trouxe um monte (Acho que deu uns 45kg!!!) - fui com 3 Aiesecos até o carro de um deles, o Dennis. (nota: o carro é -dele- e é um BMW com GPS, aquecimento no banco e tudo mais que se pode imaginar. Alemães...)
Ele é meu "buddy" da Aiesec, que é o jeito que eles chamam a pessoa que é responsável por mim aqui. Ele deve fazer de tudo comigo, desde legalização até me consolar quando eu estiver triste. Hehehe :)
Ele na verdade é do time de Relações Externas, e não de Intercâmbio como os buddies normalmente, mas quis me "apadrinhar" porque esteve no Brasil esse ano. Ele foi um dos organizadores da Conferência Internacional da Aiesec que teve no Brasil.
Enfim, meu quarto no dormitório só estaria livre na manhã seguinte, então ele me levou pra casa dele. Dennis mora com sua avó e seus pais estão morando no sul da Alemanha, então fui até o apto desocupado da família dele. Lá, enquanto os 3 (Dennis, Julian - que organizou minha vinda pra cá - e Phillip - que já me convidou pra apresentar o Brasil em uma noite cultural aqui) tocavam violão eu pude tomar banho.
Depois fomos ao supermercado. A Aiesec Hamburg dá 15 Euros para o pessoal comprar as coisas, então eles compraram umas coisas básicas pra mim (pedi pra eles escolherem coisas bem alemãs...). Queijo, presunto e pão (ainda tenho os 3 na geladeira, mesmo comendo um monte de sanduiches...), leite (também não deu pra tomar tudo), chá, massa, müsli...
Acabamos almoçando às 16h30, quando voltamos do supermercado. Massa com molho de tomate e uma salada muito boa (por que na Europa a salada parece sempre melhor do que no Brasil? Mistério...)

À noite fomos passear em Hamburg. Passamos pelo Reeperbahn, que é uma rua muito famosa da cidade. O motivo da fama é porque é a rua sar prostitutas e sex-shops. É bastante engraçado porque tudo é bem aceito pelos alemães e muitos turistas vão pra lá.

Perto dali fomos para um Weihnachtsmarkt (Feira de Natal) um tanto quanto... diferente. Bem, como era perto da Reeperbahn, não podia-se esperar outra coisa... Acabamos tomando um chocolate quente no lugar onde o Julian trabalha e realmente ajudou a esquentar-nos um pouquinho naquele frio.



Mais tarde fomos ao Hamburger Dom, que é tipo um parque de diversões que é montado aqui algumas vezes por ano. É enorme e muito cheio de gente. Muitas luzes, vozes, sons, sorrisos. É lindo demais ver os jovens se encontrando lá, as crianças indo nos brinquedos, as muitas opções de comida, de jogos, as cores ao redor...


Eles têm muitas lojas de doces, que vendem esses corações com algo escrito. Disseram que é bem típico daqui, e as pessoas penduram na parede. Ou seja, é feito para comer mas ninguém come...





Para quem quer ver um pouco mais de ação, pode ver um pouco do que contei aqui neste vídeo. Só ignore que minhas mãos tremem muito enquanto seguro a câmera...

3 comentários:

disse...

Ahh, Vicki!
Como é bom ler tudo isso!
Fico muito feliz por ti e sei que tu vais aproveitar ao máximo essa experiência.

Eu também queroooo! hehehe

Beijão!!

Anônimo disse...

Parabéns querida, não canso de ler as maravilhas que tens contado. Aproveite, divirtasse, viva este momento único. Bjs, Mami

Anônimo disse...

Vicki,

Também estou acompanhando seu blog, é lindo ver toda experiência que você esta tendo por ai. Cada fez fico mais empolgado em fazer o meu.

Beijos,
Kayser